Eram três grandes árvores da espécie Salseiro, ou Salgueiro, localizadas ao lado do calçadão, em frente aos quiosques, no bairro Guarujá.
Árvores altas e imponentes, parecendo soldados guardiões do parque.
Elas estão ali há mais de 80 anos, resistindo ao frio, calor, enchentes do Guaíba, poluição do ar…
Mas, no mês de novembro de 2025, um dos guardiões sucumbiu à força da tempestade.
O velho salseiro do meio foi retorcido pela força dos ventos e tombou.
Ficaram apenas os dois laterais.

Salseiro – Você conhece esta espécie de árvore?
O Salseiro, também conhecido como Salgueiro, pertence a um grande grupo de árvores de cerca de 400 espécies e possui várias denominações ao redor do mundo.
É uma árvore conhecida há tanto tempo que possui, inclusive, citações na Bíblia.
A casca do tronco é usada na fabricação de analgésicos, fazendo parte, inclusive, da produção da popular aspirina. Do seu nome latino (salgueiro-salix) deriva o nome do ácido acetileno salicílico.
Seus galhos delgados, finos e maleáveis são usados em cestaria.
Costumam nascer em solos úmidos, nas áreas ribeirinhas. Por este motivo, existem vários salseiros na beira do Guaíba.
Devido a sua adaptação a lugares alagados, costumam ser usados na recomposição de áreas ciliares degradadas.
No verão, soltam pluminhas com suas sementes, que são espalhadas pelo vento. As que caem em lugar apropriado poderão se transformar em um salseirinho que vai crescer, podendo atingir de 10 a 12 metros de altura, semelhante ao salseiro do parque que tombou com o vento.
Os outros dois salseiros, que eram seus companheiros, continuam ali, ao lado do calçadão do Guarujá….
Por Adília Cruz da Silveira
