Porto Alegre, RS - 26/02/2015

Hospital da Restinga e extremo-sul

Foto: Maia Rubim/PMPA

Hospital da Restinga terá nova gestão a partir de julho

Prefeitura lança edital que prevê ampliação
do atendimento com menos dinheiro

 

Foi lançado, em 12 de abril, o Edital de Chamada Pública para gerenciamento, operacionalização e execução de ações do Hospital Restinga e Extremo-Sul, que atende, por meio do SUS, grande parte da Zona Sul de Porto Alegre. Por esta modalidade de contratação, o novo responsável pela operação do complexo deverá assinar Termo de Colaboração com o Município. Apesar da redução no valor oferecido para o novo gestor fazer o gerenciamento das atividades do hospital, a promessa é de que o número de leitos será ampliado (de 62 para 111) e que a oferta mensal de exames aumentará em 147%, incluindo, a partir de então, análises clínicas, eletrocardiograma e endoscopia. Além da implantação de quatro blocos cirúrgicos e um pronto atendimento de traumatologia (com atendimento em 12 horas diárias, em seis dias por semana), está prevista a incorporação de novos serviços, como ambulatório de traumatologia, de cirurgia geral e urologia. O número de atendimentos em traumatologia também deve ser ampliado.

O resultado da licitação deve ser divulgado até 7 de junho, pois o contrato com o atual gestor (Hospital Moinhos de Vento) tem validade até 30 de junho.

 

Vereador demonstra preocupação com redução nos recursos

 

O anúncio da ampliação no atendimento do Hospital da Restinga foi bem recebido pela população da região, que conta com poucas opções para atendimento hospitalar. No entanto, causa preocupação em parte dos moradores da região a redução do valor oferecido em contrato, ao mesmo tempo em que amplia a oferta de consultas, exames e o número de leitos.

O fato foi destacado pelo vereador Dr. Thiago Duarte, que lembrou ainda que, além do menor valor oferecido ao novo gestor ter sido reduzido em relação ao contratado em 2014 junto ao Hospital Moinhos de Vento, a variação dos custos médico-hospitalares, no período de 2014 a 2017, ultrapassou 15% ao ano, praticamente dobrando o valor em relação ao que era necessário para custear estas atividades há quatro anos. Uma das preocupações do vereador é que, com a redução nos valores oferecidos para custeio das atividades do hospital, a qualidade dos serviços possa sofrer uma queda.